Sobre a maior empresa do mundo

Posso ter defeitos, posso viver ansiosa e ficar irritada muitas vezes, até mesmo levar algumas coisas para o coração, mas não posso esquecer nunca que a maior e a mais importante empresa do mundo é a minha vida, e eu sou a única pessoa que posso evitar que ela vá a falência.

Eu acredito que não temos uma vida feliz e sim dias felizes e para que eles aconteçam precisamos entender que ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e dos períodos de crise. Para que os nossos dias felizes existam precisamos deixar de ser vítima dos nossos problemas, e assumir o controle total da nossa história, assim como um grande empresário que para ser bem sucedido precisa ter o controle total dos seus negócios.

Ser feliz é não ter medo de ser você, é não ter medo dos próprios sentimentos, precismos saber falar de nós mesmos com segurança embora saibamos das nossas fraquezas e das nossas vulnerabilidades, assim como alguém que vende um produto e deve confiar na qualidade e no potencial do que ele está vendendo para atingir as metas no final do mês. Nós somos vendedores de nós mesmos, não se esqueçam disso.

Precisamos estar preparados para os nãos que virão, temos que encarar as criticas mesmo que injustas como algo para refletirmos e aprendermos.

Existe apenas uma idade e um momento para sermos felizes, existe apenas uma fase da vida para nos encartamos com a existência e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda a intensidade sem medo e sem culpa de sentir prazer. Temos uma era dourada para criar, recriar e nos reinventarmos, um tempo de entusiasmo e coragem que todo desafio é um convite para a luta. E essa idade, e essa fase, essa era dourada chama-se presente, hoje, agora. O que ficou pra trás não volta mais e o nosso futuro depende do que nós fazemos hoje. Assim como no mundo corporativo a tomada de decisão de hoje, vai nortear o rumo da empresa para o sucesso, ou insucesso.

Na nossa curta passagem por esse mundo é essencial que saibamos quando uma etapa da nossa vida chega ao final e precisamos ter coragem para assumir que não tem mais volta, pois quando insistimos em permanecer mais do que o tempo necessário começamos a perder a alegria e tudo o que fazemos perde o sentido e isso é muito desgastante. As vezes passamos muito tempo nos perguntando porque essas coisas acontecem, quais são as razões que levam coisas que antes eram tão significantes e importantes para nós, subitamente viram pó, deixam de nos trazer alegria, por muitas vezes são acontecimentos pequenos que vão se acumulando e viram um peso enorme, ou aconteceu algo grave e imperdoável e por outras vezes só precisamos encerrar aquele ciclo para que possamos sair da zona de conforto, continuar evoluindo e buscar novos desafios.

Toda a despedida é muito difícil e deixar para trás algo ou alguém que fez parte da nossa história não é algo simples mas precisamos lembrar que houve um tempo em que podíamos viver sem aquilo ou sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Deixar pra trás aquilo que coloca a nossa empresa (vida) em risco não por orgulho ou por soberba mas simplesmente porque aquilo não se encaixa mais na naquele momento, ou porque nada daquilo faz mais sentido, ou até mesmo porque não acreditamos mais no processo é necessário. Essa tomada de decisão vai garantir a saúde da minha empresa (vida) por mais algum tempo, ou pelo menos até chegar a hora de fechar a próxima porta.

Sempre quando encerramos algo, vem uma fase muito importante na nossa vida que é o recomeço, a vida é um eterno recomeço. Quando buscamos algo novo renovamos as esperanças, reacende uma chama que faz com que acreditemos mais em nós mesmos. Para um bom recomeço jogue fora tudo o que te lembra do passado, olhe para frente, veja que existe um mundão de possibilidades te esperando.

Haverão pessoas que irão opinar, te julgar ou ainda te convencer que você está errado, e sobre isso eu digo só você vive a sua história , não compare a sua vida com a de ninguém, pois ninguém sabe como foi o caminho que você teve que percorrer para chegar até aqui e você também não sabe como foi o caminho do outro.

E como dizia Charles Chaplin: “Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida compaixão, perder com classe e vencer com ousadia porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante”.