“Que seja fraqueza então…”

Aquilo que você resiste persiste.

           Neal Donald Walsch

Note que não venho falar do desistir, mas sim das coisas que nos levam a uma resistência.

Uso o resistir aqui no sentido de não ceder. Quando resistimos a algo que nos causa dor, não nos colocamos disponíveis a lutar contra isso, mas sim a nos afastarmos, mantendo-nos “seguros” frente àquilo que gera o sofrimento.

O contrário do resistir seria o aceitar.

Sim, aceitar!

Mas aceitar não significa aprovar o que está acontecendo e sim dar-se conta dos acontecimentos (não lutando contra eles) para então agir.

A gente só consegue agir quando nos damos conta do que está acontecendo. E aceitamos sem resistir (e, repito, resistir não significa aceitar. Mas sim enxergar o que está acontecendo para intervir).

Daí, você pode perguntar-se sobre a relação do título “que seja fraqueza então” com a questão do resistir ou do aceitar.

E te devolvo a questão…

Quantas vezes lutamos contra a tristeza e contra as coisas que não nos fazem tão bem?

Lutar para não sentir a tristeza (ou outras coisas) tem resolvido?

Creio que a resposta deve ser não.

Aceitar o que sentimos proporciona lidar de maneira mais eficaz com estas questões, transformando todo o desgaste da resistência em novas possibilidades de autoconhecimento.

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.

Sonhar ou colocar em prática?!

Resolvi fazer uma postagem com este título, tendo em vista muitas situações vivenciadas ao longo desta semana. Tudo me remetia a refletir sobre a escolha pessoal em agir para gerar mudanças ou em parar e esperar que elas acontecessem.

Em muitas das postagens deste blog, falamos sobre a necessidade de agir, mesmo frente às situações imprevisíveis da vida. E o que você vai ler aqui terá a mesma temática: sonhar é bom e necessário, mas se organizar para que o sonho seja realizado é primordial.

Daí você, caro leitor, pode pensar assim:

“Eu sei que não devo parar nos meus sonhos,

mas não sei como fazer para sair deste lugar e, de fato, partir para a ação!”

E eu te digo que a chave está em saber o que se quer e em conhecer-se.

Noutro dia, vendo um programa de culinária na TV, ouvi a expressão mise en place (se pronuncia miz an plas)um termo em francês que significa pôr em ordem, fazer a disposição dos ingredientes antes de iniciar a realização da receita.

E esse mise en place tem tudo a ver com o nosso sair do mero sonhar e partir para o planejamento, culminando na realização do que desejamos ou mesmo num sair do virtual e partir para algo mais real.  Isso porque, ao saber o que se quer, ao se conhecer, fica bem mais fácil descobrir quais são os “ingredientes” que estão faltando. Daí, a gente pode ou ajustar a receita ou providenciar para que o que falta seja adquirido. Tudo de forma bem consciente.

organizacao sobre viver mis en place vida

Então,

ao invés de apenas ficar pensando no quanto você quer emagrecer

ou no quanto você desejar organizar suas finanças

ou mesmo no quanto você quer ter um negócio próprio

(dentre muitos outros exemplos),

cabe pensar e (re)pensar:

sobre o que você já tem (habilidades, oportunidades etc)

sobre o que você não tem

e sobre o que você precisa melhorar, otimizar, aperfeiçoar

em prol do que você deseja.

Que te parece?

Deixe aqui seu comentário, suas dúvidas ou quaisquer apontamentos.

Grande abraço,

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.

Caminhar, mesmo diante das incertezas da vida

Hoje foi dia de trilha. Fui até a Pedra Bonita, um lugar lindo, de fato.
Compartilho esta experiência porque, ao chegar lá no topo, a neblina cobria toda a vista. E era a primeira vez que estava indo lá.

Mas, me dei conta de que o trajeto para chegar ali tinha valido tanto que não poder enxergar a famosa vista lá de cima não fez tanta diferença. Valeu a pena ter acordado bem cedo num domingo, valeu a pena ter subido cerca de 1,7km rodeada de pessoas interessantes e de alto astral e valeu a pena ter deixado de lado meu receio de que eu me deparasse com algum animal na trilha.
Enfim, o caminho da trilha da Pedra Bonita me proporcionou novas experiências e chegar lá no topo foi apenas o desfecho desta aventura.
A mensagem que fica é a seguinte:
Mesmo quando o planejado não sai do jeito que você espera, vale a pena refletir acerca do que foi feito antes do desfecho acontecer.

A cantora Ana Vivela, do Trem  Bala diz exatamente isto no trecho:

Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu. É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu.

E o caminho fortalece àqueles que ousam caminhar. Mesmo com as incertezas do viver.
Grande abraço.

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.

Qual é o seu impossível?

Muitas vezes, nem tentamos fazer algumas coisas

por desconsiderar a capacidade que temos,

nossa força interior,

enfim, por achar que o desafio é muito maior do que nossas habilidades.

E assim,

quantos ‘nãos’ vamos dando a nós mesmos,

quantas limitações vamos nos impondo ao longo de nossa vida

e quantos “amanhã eu faço” vamos repetindo?

É no agir que conseguiremos reverter e/ou modificar o que nos aprisiona.

Sem tentativas, não há erros;

porém, não existirá aprendizagem

nem novas possibilidades!

mandela impossivel sobre viverDepende de você!

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.

É tempo de não perder tempo

Lembrei-me de uma frase dita por uma de minhas tias hoje:

“É tempo de não perder tempo!”

E isso vale para tantas coisas em nossas vidas…

Me remete a efemeridade da vida.

Sim… ela é curta para tanta coisa que se tem para viver…

Sendo assim, faz-se cada vez mais necessário aproveitar o tempo que temos, a meu ver não num Carpe Diem contínuo. E quando eu contesto esse Carpe Diem (expressão em latim que significa aproveite o dia), tenho em mente este aproveitar e focar no dia de hoje sem se preocupar com ‘os amanhãs’, sem um equilíbrio.

Numa outra postagem (Conduzindo sua vida a partir do presente ), falei sobre a necessidade de estarmos atentos ao presente ; porém, ignorar completamente o futuro implica em arcar com as consequências disso.

Há de se ter equilíbrio (e isso vale para tudo em nossa vida).

E, retomando para a questão do não perder tempo, refiro-me a maneira como você vem conduzindo sua vida.

Você já se deu conta de que o tempo passa bem depressa?

Quando falo em valorizar a vida, falo também de valorizar os momentos, as pessoas

e a si mesmo.

E agrega-se a este valorizar

os termos respeitar e cuidar

(valendo para os outros e para nós mesmos!)

Você tem cuidado de você ou tem deixado que suas questões e limitações diárias tem impeçam de prosseguir?

Poderia finalizar este texto dizendo

“Se você não tentar, se não der o primeiro passo, nunca vai conseguir o que deseja.”

ou

“Você é mais forte do que pensa ser!”

Mas, finalizo com

“Seu maior adversário é VOCÊ

e os ‘nãos’ que dá para você mesmo

e as dúvidas que coloca nos seus próprios sonhos

e os ‘amanhã eu vejo ou faço’ que repete constantemente.

Lembre-se de que não podemos controlar tudo em nossa vida,

mas muito do que você deseja ou sonha depende só você

e é só você que pode agir.

Que tal sair de sua zona de conforto?

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.

“Engole o choro, menino… homem não chora!”

Quem se lembra de frases ouvidas e repetidas por familiares ou pessoas muito próximas ao longo da infância e durante grande parte da vida?

Poderia citar outras frases como

“Casamento não traz felicidade”

ou 

“Você só será feliz se não estiver sozinho”

Muitas pessoas poderiam citar, ainda,

“Seu primeiro casamento deve ser o trabalho”

ou 

“Ninguém da sua família é inteligente.

Então, não precisa se esforçar muito, pois é difícil mudar, ser diferente dos demais!”

São tantas ideias difundidas/passadas ao longo de anos, que você só consegue se dar conta ao pensar um pouco mais profundamente sobre o assunto. Elas, de uma forma ou de outra, costumam penetrar em nossas mentes, criando raízes profundas e passando a condicionar muitas de nossas escolhas, de nossos modos de agir, pensar e de ver o mundo que nos cerca. Se apresentam como esquemas.

Explicando um pouco do que são esquemas:

“Os esquemas, definidos como estruturas cognitivas que organizam e processam as informações que chegam ao indivíduo, são propostos como representações dos padrões de pensamento adquiridos no início do desenvolvimento do indivíduo” (Dobson & Dozois, 2006, p. 26).

Jeffrey Young propõe que um esquema é um padrão extremamente estável e duradouro durante a infância, que é aperfeiçoado durante toda a vida do indivíduo. Ele acrescenta que “nós vemos o mundo através dos nossos esquemas” e, assim, aceitamos, sem questionar, sentimentos e crenças que são gerados por eles.

Em outras palavras, os esquemas funcionariam como filtros

que organizam e assimilam o que recebemos, evitando tudo o que não se adeque a ele.

A grande questão desta postagem, consiste em demonstrar que, independentemente de nossos esquemas, é possível modificar os nossos pensamentos e agir de maneira diferente. Vale lembrar que o que é passado de pai para filho não é algo ruim mas, em geral, caracteriza-se como o  eco de ideias e coisas aprendidas, compreendidas e passadas como verdades absolutas pelos mesmos.

Com o autoconhecimento, é possível acessar questões internas e modificá-las, se estiverem gerando sofrimento. Porém, vale a pena lembrar que conhecer-se não ocorre num passe de mágica, demanda tempo, é um processo.

Ah, pensei nesta temática ao lembrar de um livro que tinha lido há uns 4 anos atrás,

intitulado O menino Nito, de Sonia Rosa.

Quem tiver a oportunidade de ler, comenta aqui nesta postagem e diga o que achou.

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Referências bibliográficas:

DOBSON, K. S. & DOZOIS, D. J. A.Fundamentos históricos e filosóficos das terapias cognitivo-comportamentais. Em: K. S. Dobson (Org.). Manual de terapias cognitivo-comportamentais – 2a ed.(pp. 17-44). Porto Alegre: Artmed, 2006

YOUNG, Jeffrey. Terapia cognitiva para transtornos de personalidade: uma abordagem focada em esquemas. Trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese – 3a ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.

 

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.

Nada de paredes

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Lunetas,       foco     e     horizontes

Horizontes,         Foco,   lunetas…

E alguns passos…

Algumas decisões!

Nosso encontro se aproxima!

   Lidia de Jesus

Arteterapeuta junguiana

 

 

 

Como manter a Chama acesa

Chama

Diz-se , nos dicionários , que a chama  é consequência ou produto do fisquím, mistura gasosa e incandescente,  acompanhada de luz e energia térmica, que se forma durante uma combustão.(do riscar dos fósforos e, também ,a parte luminosa e ardente que soltam de si as matérias em combustão e mais ainda, o sentido figurado de entusiasmo, ardor e abrasamento.  Muitos desses significados   podem e são usados em relação a nós e aos nossos comportamentos, aos nossos momentos mais animados, mais ardorosos ou mais raivosos. O fogo pode estar presente de diversas formas. Manter a nossa chama acesa também é termos a atenção  devida com a vida que nos foi dada.  Um olhar delicado e cuidadoso em todos os aspectos . Muitas vezes só cuidamos do corpo físico e negligenciamos a nossa psique, a nossa alma.

Entendemos que o ser é a união de todos esses aspectos.

                                 Somos corpo / psique / alma / espírito,  somos todos em um.

                        Muita complexidade, não acham?

Acho muito compreensível dizer que o homem é um universo em si mesmo, sendo parte fundamental de todos e do Universo, do Cosmos.

Conversamos durante essa semana , sobre essa TAL FELICIDADE.

Sobre essa CHAMA que nos aquece, que nos mobiliza e nos catapulta em direção ao           Devir.

O que precisamos fazer  para termos esse fisquím, essa mistura gasosa e incandescente,  esse produto que nos deixará incandescentes , aquecendo a nós e aos outros.

Sobre Viver traz a proposta de conversamos sobre essa química.

Queremos te encontrar e partilhar experiências ,

Criando Possibilidades,

Provocando Atitudes

Transformando o que precisar ser Transformado.

Em breve, nos encontraremos.

Sairemos do virtual

 Nos veremos face a face.

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Lidia de Jesus – Arteterapeuta Junguiana e Pesquisadora do Museu de Imagens do Inconsciente. Encantada com a vida – @sobre Viver – e os novos  projetos. Apaixonada  por criatividade  e pela arte.  Penso que a arte é  fator de sensibilização  e transformação. Trabalho, também, com Círculos de mulheres e o feminino integrado em si  mesmo e no mundo.  Conectando pessoas, ouvindo-as e possibilitando a criação de novas histórias…  Sinto que encontrei o meu lugar no mundo. Deus é bom todo o tempo.

Receita de felicidade?!

*Por Grazielle Jesus

Assim como existem gostos diferenciados em relação ao que se prefere comer,  quando falamos sobre felicidade, acontece o mesmo.

Para alguns, ser feliz é ter dinheiro e poder comprar o que se quer,

para outros é estar na companhia de amigos

ou mesmo realizar-se profissionalmente

ou conseguir realizar um sonho, uma meta …

São tantos as situações e condições que podem gerar a felicidade que nos remetem ao fato de que não existe uma receita ou um padrão para a mesma.

O importante é pensar que se seu ideal de felicidade vem te trazendo sofrimento por não estar sendo possível concretizá-lo, é desejável realinhar as metas e expectativas pessoais, a fim de que os momentos sejam aproveitados de maneira flexível; ou seja,  quanto mais rígida for a sua noção de felicidade, mais chances você terá de estar insatisfeito com a sua realidade e com sua própria vida.

Em outras palavras, se você pensa “só serei feliz se tiver tal coisa” ou “quando estiver em determinada situação estarei feliz”, dentre outras ideias, a tendência é que você acabe perdendo as pequenas felicidades diárias em prol da busca incansável por uma “felicidade superior”.

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.