Em geral, esperamos que o melhor aconteça em nossas vidas. Torcemos e lutamos por isso. E, por vezes, criamos expectativas que corroboram com toda essa esperança.

Mas, o que fazer quando tudo na vida parece se voltar contra nós?

A primeira coisa seria analisar o que vem a ser esse tudo. Muitas vezes, palavras como tudo, nada e sempre carregam uma visão deturpada da realidade. Na vida, não dá para dizer que “nada dá certo” ou que “tudo está em perfeita harmonia” ou mesmo que “sempre me dou mal”. As coisas precisam ser relativizadas e analisadas. Pense em algo que deu certo (por menor que tenha sido). E isso já rompe com a frase do “nada dá certo”. Algumas vezes, somos nossos piores juízes. Costumamos tratar os outros bem, com carinho, mas tendemos a nos ver com olhos mais severos. Isso acontece com você?

Depois, pensar sobre o que nos move, o que nos anima e avaliar o que estamos sentindo. Costumo dizer aos meus pacientes que, quando estamos com o óculos azul da tristeza a frente dos nossos olhos, não conseguimos enxergar outras cores, possibilidades. Entender que, quando deixamos a tristeza tomar conta de nós, tudo fica triste e até mesmo situações mais alegres são encaradas e preenchidas com essa tristeza é importante para prosseguir com esperança diante de um momento ou de uma fase mais difícil.

E, por fim, partir para a ação, para protagonizar a vida e não esperar que as mudanças que queremos aconteçam, mas sim propiciar que elas surjam, mesmo que a longo prazo.

Em geral, queremos que as mudanças, bem como as melhorias aconteçam no AGORA. Mas tudo na vida leva tempo. Desde as coisas mais simples até as mais complexas.

Para fazer um bolo, precisamos ter os ingredientes, misturá-los, cada um a seu momento, colocar no forno e então esperar que ele fique pronto. Isso é um processo. As mudanças na vida também são. Precisam de tempo e de empenho. Você pode me dizer que prefere os bolos prontos, chegar na padaria, comprar e comer o bolo. Sim. Às vezes, é mais prático fazer isso. Mas o bolo foi feito por alguém. Demorou para ficar pronto. Não é feito instantaneamente. Nada na vida acontece de uma hora para outra. (E aqui cabe mais uma reflexão: será que estamos “comprando” coisas prontas, feitas ou idealizadas por outras pessoas esperando que estas satisfaçam nossas vontades ou desejos?)

Um exercício prático para partir para ação seria pensar sobre quais são seus objetivos e o que precisa fazer para alcançá-los. Pensar a curto, médio e longo prazo. Coloque no papel suas ideias a respeito do que você pretende alcançar.

Retomando a questão inicial deste texto, trago a seguinte ideia: ao pensar no viver, podemos pensar que a vida tem seus altos e baixos. Perpassamos por eles ao longo de nossos dias, sabedores que momentos ruins não duram para sempre e que melhorias acontecem com o tempo. Lembre-se de que a felicidade não precisa estar no 100% para que você seja realmente feliz (e o 100% seria algo utópico em qualquer coisa). Ela é construída, pouco a pouco, situação por situação.

Deixo meu abraço e coloco-me à disposição para esclarecer as dúvidas que surgirem sobre esta temática.

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.

E-mail: psi.graziellejesus@gmail.com

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