Hoje fui andar de metrô e vi uma cena que mexeu bastante comigo, justamente por ir contra a rotulação de papeis que temos e vemos sendo difundinda em nossa sociedade, seja abertamente ou não. 

Aguardando a chegada do trem, vi um jovem pai, do outro lado da estação, caminhando com uma filha pequenina, de cerca de uns 3 anos no colo. 

Ao parar, ele colocou-a no chão e começou a ajeitar suas roupas, a começar pela manga do casaco. Puxou daqui e dali até que a manga, que estava grande, acomodou-se acertadamente no pequeno braço da menina. 

Em seguida, ajeitou a calça da filha e abaixou, colocando-a sentada em uma de suas pernas. Prontamente, a menina, se aconchegou naquele “colo”, apoiando a cabeça em seu pai. Depois, ela deu-lhe um beijo e eles começaram a conversar, com largos sorrisos no rosto. Parecia algo recorrente.

A mensagem que ficou para mim foi a de desconstrução, uma vez que estamos acostumados a tentar desempenhar papeis que nem sempre são passíveis de execução completa. Ou mesmo de esperar que cenas como a que relatei fossem realizadas apenas por mães. 

Ouvimos muitos

“Toda mulher tem que…”

“Todo homem deve…”

“Uma boa mãe é…”

Mas, muitas vezes, nos frustramos por não conseguirmos desempenhar papéis por quaisquer que sejam os motivos. 

Permita ser você, mesmo que ser você não se encaixe no que você deveria ser ou fazer. 

Enquanto você se preocupar com ser perfeito ou em se adequar ao papel de pai, mãe, filho, esposa, avô, profissional etc, pode estar deixando passar a oportunidade de ser você mesmo, dar o seu melhor e buscar sua própria felicidade. 

Permita ser feliz! 

E felicidade é algo pessoal!

Abraços, 

Grazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga CRP 05/46825

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