A brincadeira na psicoterapia com crianças

A brincadeira é uma das peças centrais para a aprendizagem da criança. Através do brincar, ela interage com outras crianças e também com os adultos, vivencia novas experiências, lida com limites, regras, frustrações, desenvolve questões corporais e obtém muitos outros ganhos.

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Na psicoterapia infantil, utiliza-se da brincadeira primeiramente para “quebrar o gelo” com a criança, visto que o consultório e o psicólogo são estranhos à mesma. Passado este momento, podemos perceber muitos benefícios com a utilização do brincar na terapia, conforme poderemos ver na fala dos autores abaixo.

Paul Stallard (2007, 18) propõe que

jogos são um meio com o qual a criança está familiarizada e, podem ser usados para esclarecer alguns dos conceitos-chave da TCC (Terapia Cognitivo Comportamental), ou para ensinar e praticar estratégias ou habilidades específicas de soluções de problemas.

O autor mostra ainda o uso de marionetes, narração de histórias, histórias orientadas ou livres, utilização de fotos ou figuras, de histórias em quadrinhos, dentre outras estratégias que envolvam o brincar para a psicoterapia infantil.

Hadler & Pegher apontam que

para acessar as formas de pensar da criança, o brinquedo, que não tem só valor de divertimento, é utilizado para também entrar no mundo da criança e trabalhar cognições, emoções e comportamentos em relação ao seu problema.

Os autores acrescentam que é através do brincar que as crianças expressam sentimentos.

A psicoterapia infantil ( e também a que é realizada com indivíduos de outras faixas etárias) é feita sob medida, adequando-se às necessidades da criança. E se para você leitor e leitora deste blog, é muito mais interessante começar algo a partir daquilo que você gosta de fazer, imagine para a criança. Começamos a partir da brincadeira!

Então, pais, mães e outros cuidadores, não estranhem se a criança disser que apenas brincou na terapia. Da mesma forma que o brincar fora do consultório é necessário e constitui-se como um diferencial para o desenvolvimento da criança, este movimento no espaço terapêutico é de extrema importância para estreitar a relação entre psicólogo e criança e para que novas conexões possam ser estabelecidas.

Mas não se esqueçam de que se vocês tiverem dúvida sobre qualquer aspecto da psicoterapia, perguntem ao psicólogo, tirem suas dúvidas, mantenham-se engajados neste processo. Pois, a terapia infantil não acontece apenas entre terapeuta e criança, mas envolve a família sendo necessário o apoio e a participação ativa da mesma.

Referências bibliográficas:

HADLER, Alice. PERGHER, Giovanni. O uso da brincadeira na Terapia Cognitivo Comportamental.

STALLARD, Paul. Guia do terapeuta para os Bons Pensamentos – Bons sentimentos: utilizando a terapia cognitivo comportamental com crianças e adolescentes. Porto Alegre: Artmed, 2007.

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.

Orientação de Pais Sobre a Psicologia Terapia Cognitivo Comportamental

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Lidia de Jesus (Arteterapeuta) e Grazielle Jesus (Psicóloga). Empenhadas em falar (e ouvir) sobre o VIVER e contribuir para a construção de novas ações que possibilitem melhorias na qualidade de vida das pessoas.

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