Poderia começar a escrever dizendo que o “problema” é a expectativa,

a forma como cada um enxerga o estar só.

Pois, às vezes, desconsideramos o que é bom

esperando que este seja surpreendentemente bom.

A grande questão talvez resida no esperar que seja surpreendente, no acreditar que finais felizes aconteçam sempre (às vezes acontecem, noutras não)…

Não há uma regra, um padrão a ser seguido ou uma fórmula mágica na busca por alguém ou algo que venha a completar o que, aparentemente, falta em cada um de nós.

Se estivermos certos de que existe um sapato velho que se encaixe perfeita e confortavelmente nos nossos pés, nem sempre lembramos que, justamente por já estar velho, passou por muitas estradas, tem bastante coisas a contar e que não acabou de sair da loja e veio para o nosso pé.

Pelo contrário, já tem locais preferenciais de pisadas, ruas preferidas, meias que se adequem melhor ao formato do calçado. Sendo assim, não se resume em um mero encontrar o pé “perfeito” para o sapato, mas a junção de ambos.

Inevitavelmente, o sapato machucará o pé ou por seu estado de conservação ou pelo fato de já estar gasto, fora de seu estado natural / original.

Entretanto, sem as marcas,

como continuar andando descalço nesse chão de tantos obstáculos?

É uma questão de escolher o que se quer:

uma proteção para não machucar os pés;

a utilização de vários sapatos que se adequem às diferentes necessidades do pé;

um caminhar livre e despretensioso por aí …

Sempre é uma questão de escolha e escolher possui suas consequências.

Abraços,

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.