Quantas vezes você já se pegou repetindo ou pensando no quanto você teve experiências anteriores ruins e essas ideias contribuem para que você se sinta inseguro em relação ao presente e/ou futuro?

Quando nos prendemos ao passado, e encaramos o que foi vivido como determinante para a vida, deixamos de aproveitar as experiências que a vida pode nos oferecer. E, quando falo em a-pro-vei-tar, me refiro não apenas as coisas boas, mas também ao que não julgamos como tão positivo assim.

O que foi vivido no passado não pode mudar… isso todo mundo já sabe.

Mas, às vezes, esquecemos de que esse passado não determina o que há de vir e é no presente onde podemos, de fato, agir. O que passou deve servir como referência, como experiência, porém, não deve ser encarado como norte.

Para ficar mais prático,

é como se ao dirigir,

você ficasse olhando para trás

ao invés de focar no que está à sua frente.

Faz sentido?

Curiosamente, ao escrever este texto, fui marcada numa postagem no Facebook onde mencionavam a história de uma moça que conseguia lembrar de fatos que ocorreram quando ela ainda era recém nascida. Ao pesquisar sobre esta super memória, encontrei matérias que falavam sobre a Síndrome da Memória Autobiográfica Altamente Superior (HSMA, sigla em inglês para Highly Superior Autobiographical Memory), onde as pessoas não esquecem de nada do que acontece na vida delas. Para maiores informações acesse os sites: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2011/11/111108_super_memoria_mdb.shtml e http://hyperthymesia.net/hyperthymesia/

Ao ler alguns relatos, deparei-me com o de um homem que dizia conseguir acessar as memórias passadas sem que isso interferisse no presente e no futuro. E é disto que estamos tratando aqui.

Retomando a questão do que ‘escolhemos’ para direcionar nossas vidas, se pararmos e nos fixarmos no passado, atropelaremos o presente, limitando ações e excluindo as possibilidades que se apresentam.

Como no dirigir, o retrovisor deve servir para que nossos movimentos sejam um pouco mais acertados ao mudar de faixa ou fazer uma manobra ou retorno, mas nosso foco deve

se manter no que está adiante.

Olhar para trás não é proibido,
pelo contrário,
por muitas vezes se torna necessário.
Entretanto, o que está em nossa frente
é o que deve nos direcionar
para o caminho que decidimos seguir.

graziGrazielle dos Santos Barbosa de Jesus

 

Psicóloga Cognitivo Comportamental – CRP 05/46825
Psicóloga, Professora, Apaixonada pela vida e pelas práticas que possibilitem a qualidade no viver.

E-mail: psi.graziellejesus@gmail.com

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